Evitar conflitos não é característica de relacionamento saudável, e sim sintoma de uma convivência disfuncional.
Ser uma pessoa boazinha não te protege de situações incômodas, e pode até te colocar em furada, pois é possível que outras pessoas acabem se aproveitando de você, que está sempre disposta a agradar. E pode ser que você nem perceba quando está sendo explorada.
E o que pode estar por trás disso? Baixa auto-estima? Algum medo? Medo de ser criticada? Medo de ser abandonada? Medo de começar um conflito?
Então mais um alerta pra você que se identifica: evitar conflitos não é característica de relacionamento saudável, e sim sintoma de uma convivência disfuncional.
Engolir calada/o as coisas que o outro diz e você discorda não nutre uma conexão e sim ressentimentos.
E se é só você que cede numa relação, se você para dizer “sim” ao outro tem que dizer “não” para você, uma hora a conta chega… na enxaqueca, na dor de estômago, na hipertensão, na frustração, na exaustão, no ressentimento e vai piorando… na ansiedade, na depressão.
Não precisa a chegar a este ponto!
Perceba que conflitos também tem sua utilidade:
Conflitos servem para negociar, pois alguém nesta relação tem alguma necessidade não atendida. E para ficar bom pra todo mundo, nenhuma parte deve se sentir negligenciada.
Conflitos servem para alinhar expectativas, e podem até vir a ser uma oportunidade de melhorar uma relação, pois já que agora o outro sabe de alguma insatisfação sua, é que ele realmente pode fazer algo a respeito. Afinal ninguém tem bola de cristal.
Portanto, diga o que precisa ser dito, mesmo que você pense que seja óbvio. Porque pode ser que o que é óbvio pra você, não seja óbvio para o outro também. Só cuidado na dose e no “como” ser dito! Isso sim pode te ajudar a evitar conflitos futuros desnecessários.
Veja o post Transformando reclamações em pedidos, sobre CNV (Comunicação Não Violenta).
Até a próxima!

